terça-feira, 13 de outubro de 2009

Scheiße

O que fazer quando voce se descobre muito mais dentro da dita "cena gay" da sua nova cidade (Hamburgo) do que voce já esteve na sua cidade de origem (Rio de Janeiro)?

Acabei de saber por um amigo alemao que o FDP teutonico é amigo de um amigo dele. E até onde parece, esse amigo achava que o cara era o príncipe encantado, com todo o teatro que o FDP teutonico sabe montar para os outros. E para a minha surpresa, essa amigo até sabe do "brasileiro com quem ele estava tendo um caso". Sim, eu, o brasileiro. WFT?

Eu nunca sai com o cara para clubes, ele nao conhecia os meus amigos e eu nao conhecia os amigos dele. Era uma relacao mega íntima entre a gente. O cara se gabava de estar "fora da cena" e de ter a imagem do advogado perfeito, eficiente e exemplar. E agora, isso. O telefone-sem-fio faz todo o caminho de volta, até a minha história chegar no meu ouvido.

Como esquecer um cara sendo que voce mora na cidade DELE, estando longe dos seus amigos, e tudo na cidade lembra ele? E pelo visto, comecar de novo nem rola, porque Hamburgo inteira deve estar sabendo que é o "brasileiro" em questao.

Saco. Saco. Saco.

:/

European diet nightmares: Twix

Frio bombando lá fora, e a máquina daqui do andar sendo reabastecida. O que chega de novo?

Ok, ok... Também temos Twix no Brasil. Mas por acaso temos as inacreditáveis variacoes de Twix...


Twix Chocolate Branco AND...


Twix Marrom? :)

To falando... Ficar na dieta aqui é um milagre... Sorte que todo mundo anda todo encasacado 7 meses por ano, porque se nao fosse isso... :(

(Mas é MUITO bom).

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

European diet nightmares: Kit Kat


Essa porra deve ser o motivo (ok, um doS motivoS) pelo qual eu nao perdi ainda uma grama sequer malhando como um condenado aqui na academia: é bom demais. Se manter magro na Europa é um milagre para quem vem de “chocolate Garoto ou Cacau Show?”: é muita opcao engordativa, e tudo barato. Para piorar, tudo light aqui é caaaaro. Sente só o drama:
Saladinha: 2,30€, um pratinho minúsculo (e um alface que veio de algum buraco láaaaa perto do Mediterraneo).
Pera: 1,50€ cada uma (dura, massuda e sem gosto. Iecati.).
Kit Kat Caramel, dando sopa aqui na máquina bem atrás da minha mesa (Praticamente falando “Me coma, me coma”): 0,50€.
Tá cinza, tá chovendo, tá frio para caralho. To carente, cheio de tarefa para fazer, e nao sei que horas vou terminar tudo (bem, se continuar blogando, nao saio nunca mesmo daqui). Dado tudo isso, eu ainda vou comer pera? Maca? Uvinha? No way.
Foda.

Ser gay em Hamburgo é...

Lange Reihe, a Farme de Amoedo hamburguesa - nao tem praia no final, mas é bonitinha assim mesmo, tá?

Lado bom:
- Liberou geral: voce anda com o seu peguete/namorado de maos dadas na rua e ninguém vira para olhar. Para ter uma nocao, a Farme de Amoedo (Lange Reihe) daqui tem escola infantil, trocentos cafés e bares iranianos/turcos/portugueses e uma mesquita numa das extremidades da rua. Todo mundo convivendo na maior paz. :) E isso se extende para a cidade inteira.

- Night é tudo misturado mesmo: Isso é uma tendencia bem forte do Norte da Europa (mais ainda em Estocolmo e Copenhagen) - as boates gays estao se tornando cada vez mais escassas, e as ainda existentes sao quase sempre mais frequentadas pelo pessoal mais "vivido". Como tudo é tao liberal, a geracao gay mais nova acaba frequentando os mesmos locais e boates que os heteros da mesma idade. (Experiencia própria - em uma boate "hetero" de Hamburgo meu gaydar apontou (errado, claro) para um cara. Cheguei puxando um papo, conversamos durante 5 minutos e soltei "Voce é bem interessante, sabia?". O cara abriu um mega sorriso no rosto, falou "Poxa, mas eu nao sou gay, cara..." e me ABRACOU. Eu fiquei com aquela cara de "WTF?", e ainda continuamos a conversar por uns 10 minutos. Desenvolvimento demais para mim.).

- Medo de sair do armário is so last season: Sabe aquele dilema "conto para o meu amigo hetero que eu sou gay ou nao?". Absolutamente inexistente aqui. Todos alemaes para os quais eu contei que era gay reagiram com um blasé "Mesmo? Nunca tinha sacado isso." (claro: alemao nao tem essa necessidade permanente de SÓ falar sobre mulher-futebol-mulher que latino tem). E continuaram agindo da mesmíssima forma que antes. Nada daquelas perguntas chatérrimas "Mas voce realmente nao gosta de mulher?!!!" que hetero latino faz. E até perguntam se voce está saindo com algum cara no momento...

Lado ruim:
- Ninguém olha mesmo: Paquera? Azaracao? Piriguetismo? Vai esquecendo. Tá todo mundo tao coberto de roupa, o céu tá tao cinza, tá tao frio que ninguém parece ter animo para paquerar. Olhada discreta rola, claro. Mas nada além disso. Alemao é MUITO tímido - ou voce chega, ou nao rola nada.

- Alemao é sistemático: Sexo é sexo, paquera é paquera. Se voces marcam sexo, ele vai perguntar detalhadamente tudo o que voce gosta e nao gosta, quanto tempo vai durar, qual as posicoes preferidas, possíveis fetiches - o que vai tornar o sexo casual tao excitante como uma aula de anatomia comparada (bem, possíveis fetiches uma ova - como um amigo meu diz, todo frances e alemao sempre tem um lado B beeeem dark).

- Lentidao: Rolou paquera? Fudeu: nada de ir esperando um jantar seguido de um beijo daqueles no carro, com uma mega pegada. Se o cara gostou de voce, pode ir se preparando uma sequencia interminável de café, passeio no parque, ida ao cinema, museu - isso tudo para rolar UM beijo (que VOCE terá que roubar). Outra sequencia interminavel de passeio, café, ida ao museu... para QUEM SABE rolar uma pegada mais forte. Somente assim eles acham que é possível conhecer melhor uma pessoa (O lado bom é que na hora que vai, a coisa vai que é uma beleza... hehehe E a gente ainda conta com o "plus a mais" do fetiche de ser latino e brasileiro - óbvio que eu, que odeio qualquer tipo de cliche, me utilizei desse cliche aqui é MUITO... hehehe).

- Paraday gay = Carnaval Solteiro em Salvador? Nein, Nein... : Lembro como se fosse hoje: tinha acabado de terminar com o FDP (filho-da-puta) germanico, e Parada Gay chegando. Nao sou muito fa da pegacao "Solteiro em Salvador" (= pega um, pega dois, pega trinta), mas tava solteiro, carente, e os meus amigos alemaes contando que a Parada Gay era "O" evento de Hamburgo. Fui todo trabalhado no piriguetismo carioca, esperando O evento...
Sabe desfile cívico de Sete de Setembro? I-G-U-A-L. Toda dividida por grupos, com plaquinhas na frente, cartazes e folhetos com as principais reindivicacoes. Além de trios elétricos dos principais partidos, tinha grupo de tudo quanto era tipo: grupo de adolescentes gays, grupo de gays membro da Polícia de Hamburgo, gays islamicos em Hamburgo, gays SM (com direito a pessoas andando com coleiras e tudo). Tinha tudo - menos pessoas se beijando (sério, eu contei dois a parada inteira: alemao é tímido, como eu falei) e ZERO paquera. No final, estava eu, agarrado com a minha garrafa de espumante (bem, o lado legal de morar na Europa é que o espumante é frances e barato), com aquela cara de "Great.", todo colado de stickers dos partidos alemaes distrubuídos na parada.

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Post motivado pelo meu recente "outing" para o estagiário vítima da "exclusao do Mirabel" (nao, ele nao é - sim, tumbs down, eu sei). Como disse acima, o cara foi um fofo e agora conversamos basicamente sobre as nossas experiencias amorosas: ele com as garotas, eu com os garotos, e ele escutando tudo isso com a maior atencao. :) Nada como com os meus amigos portugueses, que sao legais, mais insistem no combo "mas como voce nao pode gostar de mulher?"+ "cara de nojo toda vez que eu comeco a contar como foi quando sai com um cara". Chaaaato...

sábado, 10 de outubro de 2009

O passado continua aqui



Uma das coisas que mais me fascinam na Alemanha é como a história do século XX sai das páginas dos livros e vai para a vida real.
Ontem, fui a casa de um amigo alemão (de uns 30 anos) fazer um pré-night básica antes de sairmos. Vodka vai, vodka vem, Fernando impaciente enquanto o meu amigo ficava naquela conversinha melosa com o novo quase-namorado dele (aquela mesma do tipo "Ai, desliga você primeiro... Ah não, desliga você..." - essa porra realmente é internacional), começo a dar uma folheada em algum dos livros dele. Eu pego um da história da Guerra Fria e começo a folhear mais atentamente. Ele desliga o telefone e pergunta se eu achei o livro interessante. Respondi "Claro" (com vontade de emendar "Honey, eu vou de Vogue a Eric Hobsbawm, tá?") e ele conta "Te contei que eu nasci na Alemanha Oriental, não?".
E o cara me conta a história da família dele: a avó morava em Königsberg, antiga Prússia Oriental. Ao final da Segunda Guerra Mundial, o exército Vermelho começava a avançar em direção ao Oeste, e o pânico tomava conta das populações alemãs na Europa Oriental - depois da matança promovida por Hitler em território soviético, os Vermelhos estavam sedentos por vingança. A avó desse meu amigo participa da operação de evacuação da Prússia Oriental, deixando a pequena vila dela (onde, segundo o meu amigo, nenhum alemão sobreviveu depois da conquista vermelha), e partindo em direção a Alemanha, navegando num mar Báltico cheio de submarinos aliados. Chegando na Alemanha, ela foi para a Turíngia (Alemanha Oriental), o posteriormente vive o drama de viver separada da filha dela, que tinha ido para uma cidade que ficara na Alemanha Ocidental.
E a história do meu amigo em si também não é menos carregada de história: depois de se separar do marido, a mãe dele, que morava também na Turíngia, decidiu tentar escapar para a Alemanha Ocidental. A fronteira húngaro-austríaca tinha sido aberta. Havia uma chance. Sem levar nada a não ser as malas com roupas, sem contar ao ex-marido dos planos - porque, segundo o meu amigo, o pânico da Polícia Secreta alemã era tão grande que era impossível saber em quem se poderia realmente confiar, e caso ela fosse denunciada, ela seria presa - ela decide "passar férias" com os filhos no litoral da Bulgária (para onde eles poderiam viajar sem autorização, por estar dentro do bloco comunista) e de lá pegam um trem para a Romênia e então outro para a Hungria. Já na Hungria, eles pegam um táxi até a fronteira, onde atravessam a pé para a Áustria. E para começar tudo do zero na Alemanha Ocidental.
Por isso que ele fala que toda vez que vê a Queda do Muro em Berlim, ele de alguma forma se emociona e chora. E que sempre quando ele escuta falar sobre refugiados, ele sempre pensa na família dele e como foi difícil começar tudo de novo. Mesmo sendo na mesma Alemanha.
Nessa hora, eu estava com aquela cara de "Como assim?". E depois disso, saímos, bebemos e nos divertimos.
Mas o pensamento de que a Alemanha, mesmo com todas as diferenças culturais, é simplesmente um lugar incrível não saiu da minha cabeça. E de alguma forma, eu relembrei do imenso privilégio que é estar aqui.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Salsichón de hoje

Já que eu ando metendo o pau direto nos alemaes (nao no sentido literal, infelizmente), melhor inaugurar uma seção aqui no blog para dar uma levantada moral deles, né?
Afinal, eles sao chatinhos, certinhos, organizados... mas até que são fofos comigo ("Fernando fazendo charminho" mode on)... ;)

O de hoje é o Marco Sheryl, apresentador do "Deutschland sucht den Superstar" (versão alemã do Ídolos - que aliás, tinha um garoto assumidamente gay que foi até as finais!). Esse cara sorrindo na TV... Mein Gott... :)
(Lecker, lecker, lecker! :) E JA, rolam boatos de que esse chucrute tá mais para sufle... O que o ainda torna mais interessante! hehehe)

Love and other disasters

Para os que acompanham o blog do Tony Goés, esses dias voce puderam ler que o cara completou 19 anos de relacao com o Herbert. 19 anos!!! Nao conheco um, nem conheco o outro - mas posso afirmar que somente lendo sobre a relacao deles fica uma imensa admiracao da minha parte por uma relacao dar tao certo! 19 anos... Realmente impressionante. Principalmente quando se leva em conta o mundo tao individualista em que vivemos hoje... o que nao necessariamente é ruim ou bom, mas simplesmente o mundo que atende as necessidades das nossas vidas modernas...

Sempre quando penso em relacionamentos me vem a cabeca essa parte do primeiro capítulo do livro "Sex and The City" (muito bom, por sinal), que dizia:

"...Welcome to the Age of Un-Innocence. The glittering lights of Manhattan that served as backdrops for Edith Wharton's bodice-heaving trysts are still glowing—but thestage is empty. No one has breakfast at Tiffany's, and no one has affairs to remember—instead, we have breakfast at seven A.M. and affairs we try to forget as quickly as possible. How did we get into this mess?"

Acho que nao existe descricao melhor dos relacionamentos modernos do que esse trecho do livro. Atualmente estamos sob a pressao eterna de trabalho, estudos, apresentar resultados... e parece que qualquer forma de "gostar de alguém" é mais um sinal de vulnerabilidade do que realmente uma... busca do direito de ser feliz. Nos preocupamos (me incluindo nisso também, ok?) tanto com as possibilidades de um relacionamento dar errado (distancia, diferenca de estilos de vida, idade - enfim, tudo é um possível motivo para que uma relacao nao de certo) que eles simplesmente... acabam dando errado... E voilá: mais um "affair to forget". Parece que apostar, dar a cara a tapa atualmente é mais um sinal do que voce é um carente que precisa de terapia do que realmente uma pessoa que busca a mais simples e básica forma de felicidade: a companhia de uma pessoa especial. Afinal, porque todo mundo tem inúmeras histórias de cafajestices e canalhices em relacionamentos para contar... mas fora das telas do cinema e das novelas, quase nunca escutamos uma "história de amor" sem pensar "Sei... Vamos ver quanto tempo isso dura..."?

Enfim, pensando na história do Tony, pensando em amor, relacionamentos e outros disastres relacionados bati olho no artigo acima no site da Neon (uma revista alema algo como uma "Capricho" para os solteiros de 20, 30 anos - com infinitamente mais conteúdo e que eu seriamente recomendo para quem sabe alemao): Sofort verlieben! (Amar agora!). E sinceramente, me peguei sorrindo. :) Como essa idéia de "encontrar o seu amor" ainda atrai tanto a gente ainda, nao é? :) Será que debaixo dessa capa de "Nao estou no momento certo para relacionamentos na minha vida" que boa parte nós, solteiros modernos, nos escondemos, existe mesmo um coracao buscando a felicidade pura e simples de dividir um pote de sorvete vendo um filme com a pessoa que voce curte? Será mesmo?

Bem, depois disso tudo, imediatamente lembrei do meu discurso-convencimento: que eu estou tentando sair de uma história, que eu estarei de volta ao Brasil em 4 meses, que estou aqui para investir na minha carreira, bla, bla, bla - tudo aquilo que voce fala para voce para nao falar a verdade "Estou com um medo do caralho de me sentir tao vulnerável e gostar de alguém de novo".

Mundinho moderno complicado...

P.S.- Lendo as outras matérias da revista da edicao de Outubro, me deparei com isso:
A secao Ausland da revista fala sobre a construcao de muros cercando as favelas no Rio. Enfim, do jeito que está escrito, parece que Israel resolveu exportar o muro que os separa da Palestina, e o Eduardo Paes resolveu contratar a Mossad para lidar com as traficantes. Nao foi a primeira vez que essa construcao de muros cercando as favelas sai na imprensa alema - até onde eu sei, os muros eram uma tentativa de evitar o crescimento das favelas em direcao a mata nativa, mas aqui na Alemanha isso soa como uma tentativa de construir um gueto ainda mais separado da cidade... Alguém sabe melhor do que está acontecendo sobre isso?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Enquanto isso, em um conglomerado alemao de notícias alemao qualquer...

Gente, o Zé Roberto tá seguindo o caminho do Vampeta e se preparando para posar na G Magazine? Que corpo bombado é esse, Deutschland?! (A manchete chama ele de Mr. Universo do Campeonato Alemao. Exagero, né? Ainda tá mais para Barbie da Farme...).

P.S.1- Sim, eu estava no “Bild”. Para quem nao sabe, o Bild é um jornal alemao faz o “Meia Hora” (ou qualquer jornal povao da sua cidade) parecer um livro do Euclides da Cunha. Horrível. (Mico do ano: eu estava saindo com um jornalista aqui, ele perguntou quais os jornais eu lia. Claro, comecei a falar todos os jornais cabeca da Alemanha e no final emendo "Mas o Bild, nossa, que jornal ruim, né?!". Chuta para qual jornal o cara trabalhava? Bild. Foda.).
P.S.2- Interessante o loiro do lado, nao? :) Nessas horas que eu lembro da principal motivacao de ter estudado alemao... Filosofia? Cultura? História. Nao. Nao. Nao. :))))

Amigo hetero

Amigo hetero é um problema… Do tipo, eu adoro os que eu tenho! Acho super legal e digno me misturar com pessoas que (teoricamente) sao fora do nosso mundinho – para mim sociedade é mista e heterogenea, e todo mundo tem que saber lidar com todos os tipos de pessoa. O complicado é quando o amigo hetero é daqueles gostosíssimos: voce fica naquele dilema “se ficar olhando demais posso dar bandeira”, mas também é foda controlar aquele comentário “Porra, tu é gostoso pacas, hein!”. É poder olhar a vontade, mas tocar que é bom, nada... Díficil..

Meus amigos heteros aqui na Alemanha sao quase todos do Erasmus (ou seja, estudantes de intercambio). E nesse grupo, a leva latina é gostosa pra caralho: os portugueses e o mexicano-americano, SEM COMPARACAO... Fui “adotado” por eles agora, entao já viu: é aquela coisa de testosterona no ar, briga em bar, papo sobre as 395 garotas que se estapeiam para sair com eles, brincadeirinhas joselitas do tipo “o meu é maior do que o seu”. Parece que eu estou tendo o meu estágio no mundo hetero que eu nao tive nos meus tempos de ensino Médio, porque eu era o “excluído do Mirabel”. Legal. Mas nossa, tem horas que é demais (numa daquelas brincadeiras bem joselitas de fingir que está brigando – tudo isso acompanhado por mim fazendo cara de “Sim, vai, continua... Isso... Agarra ele!” – um dos portugas meteu o joelho nas bolas do outro, e o outro está a 5 dias sem poder malhar com as bolas inchadas.  Óbvio que me ofereci para cuidar, né? Mas ele nao quis... Scheiße!).

Resultados disso? Um deles resolveu que iria me treinar agora, e estamos malhando na academia na residencia estudantil onde eu moro. O meu amigo já sacou como me estimular, e fica o treino inteiro gritando “Come on Fernando!!! Do you want to keep being this sissy fag?! Or do you want to be a Tom Ford fag?!”. Ok, o meu condicionamento físico tá melhorando muito. Mas o pescoco hoje tá uma maravilha: to parecendo um robo, tendo que girar o corpo inteiro para falar com alguem do meu lado. :)

E a tentacao fisica de ficar admirando essas coisas o dia inteiro... Ah mein Gott...

(Na foto estao o portuga, um americano e o mexicano-americano. Eles estao FEIOS na foto – infelizmente a única que eu consegui arranjar agora.)

Update na história do estagiário - Senti uma vibe mais YMCA hoje no estagiário, na hora que ele foi me ensinar "como alongar o pescoco para previnir disso acontecer"... :) Meu estágio acaba de ganhar um estímulo a mais! hehehe

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Morar na Alemanha é... (Criticar)

Descobrir que aqui, o conceito de crítica construtiva inexiste - vai na lata mesmo. Afinal, 90% certo para eles ainda é 10% errado, o copo meio vazio é copo meio vazio mesmo, e da próxima vez voce que se esforce mais para fazer perfeito. Como diz um amigo, se fode aí...
Aliás, todo o conceito de motivacao aqui se resume a encher a cara depois do trabalho de cerveja (pelo menos a cerveja é boa). Quer motivacao? Vai para a Itália, Espanha. E ai de voce se demonstrar ficar chateado com a crítica - rótulo de latino sensível e borderline para o resto da vida.
Eta povinho perfeccionista... Agora eu super entendo a cara de "cheguei no paraíso" dos gringos quando batem o olho em Ipanema, em todo aquele dolce far niente e os nosso dramas e briguinhas por motivos bobos...
E haja sorrisinho amarelo do Fernando de "Ahh? Nao entendi!" fingindo que nao entendeu.