segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

European Tour – 04.Dez: Frankfurt


Depois de dormir feliz, por ter comido a minha dose anual de feijao (porque mae acha que a gente vai desenvolver uma anemia ou leucemia braba se nao enfiar feijao na gente diariamente, hein?), acordamos e partimos para mais um dia de sightseeing em Frankfurt. Mais uma vez, programa da estudante de economia CDF: Banco Central Europeu. Ok, nao tinha nada para ver lá, nada me motivou a subir na torre daquele prédio e ver a cidade inteira (believe me: prédio alto, inverno na Alemanha e vento deve ser o que existe de mais próximo a sensacao de “Subi o Evereste e perdi o mapa no caminho – comofas para descer?”. Em Hamburgo subimos uns 530 degraus na Michaeliskirche, e eu praticamente chorei na hora em que eu cheguei la em cima: frio, frio, frio. Mas como brasileiro nao perde a pose, coloquei a pokerface na cara para nao bancar a do “chatinho dos trópicos que nao aguenta frio” e fiquei na minha. Na hora em que os finlandeses comentaram “ta frio demais aqui, né?”, eu quase voei no pescoco deles e falei “É MESMO, NÉ? VAMOS DESCER?!!!”), mas tirar foto em frente ao Banco Central Europeu com o símbolo do euro atrás é legal. Acho digno, acho Keynes.


De lá partimos para aquele passeio clássico em cidade com rio: passear na margem do rio. Mais uma vez, me lembrei das palavras do meu amigo alemao (“Nao está levando a sua luvinha?” com eco ao fundo)), e todo mundo quase congelou. Gastamos cinco minutos para tirar as fotos clássicas de Frankfurt: uma da ponte com vista para uma igreja-velha-mas-bonitinha-que-nao-estou-com-vontade-de-jogar-no-google-e-ver-qual-é, e outra para a Mainhattan. Tirou as fotos, maos nos casaquinhos, e alguém teve a brilhante idéia de se refugiar em algum café enquanto aquele vento da Sibéria nao passava.


Depois do café, passamos mais uma vez pelo Weihnachstmarkt, onde podemos ver a Römer de dia. Barraquinhas vendendo os Leberkuchen com mensagens tipo “Eu te amo” e “Voce é o sol do meu dia” (confesso: é o meu sonho kitsch alemao ganhar um desses por aqui. O mais próximo disso que eu já ganhei foi um livro de adminstracao de tempo que o meu antigo chefe me deu na hora em que eu sai do estágio. Thumbs down.), o presépio já montado e a bela vista da Römer de dia.

Passamos no mercado central de Frankfurt, onde eu fiquei passado com os bilhoes de produtos brasileiros e latino americanos, e onde compramos uma boa farofa para acompanhar o feijao que a mae da Cecilia tinha feito (melhor cara ever: francesa comendo farofa e falando “trés bon, trés bon”), e aí tinhamos que decidir o que faríamos depois. Podíamos ver a exposicao do Boticelli que uma galeria-importante-de-Frankfurt-que-eu-nao-lembro-o-nome estava realizando, ou...

Ir patinar no gelo! CLARO que eu escolhi patinar no gelo: afinal, um dos meus traumas-chantagem de infancia (aqueles que voce usa como coringa para fazer a sua mae se sentir culpada em alguma discussao, qualquer que tenha sido o motivo) foi um dia ter ido até o Barra Shopping com a promessa de patinar no gelo, chegar lá e me deparar com a pista desmontada.


Gente, patinar no gelo é uma arte. A Cecília ficou impressionada que eu consegui patinar todo o tempo (por cerca de uma hora) sem levar nenhum tombo, mas foi humilhante patinar feito um pato enquanto aqueles pirralhos loirinhos faziam piruetas e paravam levantando aquele montinho de gelo do chao. E o medo de cair de frente e quebrar o nariz? (Meses de produtos cosméticos e euros no lixo: imagina chegar em Paris feito o Darth Vader cheio de gazes no rosto?! Naaaao!) Mas enfim, cheguei ao final da minha hora vivo, ainda ensaiei uma andada mais rápida (ao som de “Ai, vou cair, vou cair, SAI DA FRENTE; PORRA!” para um pirralho que foi se exibir e passou a 5cm de mim) e terminei absolutamente morto.

Passamos no Galeria Kaufhof (uma Mesbla alema), onde nos abastecemos do melhor da cervejaria alema (16% de álcool na cerveja ai de cima – encara?), andamos mais por Frankfurt, tiramos algumas outras fotos como vista noturna da cidade (e congelamos) e terminamos a noite em um sarau de musicas natalinas modernas, no qual uma das amigas da Cecilia tocou, em uma loja de instrumentos musicais do centro da cidade.


E fomos para casa, onde comemos mais um jantar genuinamente brasileiro, e dormi mais uma agradavel noite em Frankfurt. :)

4 comentários:

Daniel disse...

Meu medo na hora de patinar no Barrashopping era cair e passar alguém e decepar meus dedos.

Sim, sim, muitos filmes do Freddy Kruegger...

Fernando disse...

@Daniel: Sabe que a primeira coisa que eu fiz foi ver a grossura da lamina? Nem dá para cortar: é grossa demais, pelo menos a daqui.

Agora, o medo de quebrar o nariz caindo de cara era MUITO real. Cada tombo que eu vi...

Leonardo disse...

Cara, um dia ainda patino no gelo. E em algum rio congelado, hahahha (eu e meus sonhos natalinos frustrados.. até agora não to me conformando que neve nas cidades "bambambans" européias é algo raro, tu destruiu minhas fantasias Fernando, sério :D )

Fico doido nas olimpíadas de inverno quando tem patinação, acho o máximo.

E a cerveja da Alemanha é boa, Fernando? (malz eu estar meio atrasado na leitura dos posts, vc não deve nem se lembrar mais de Alemanha aí em Paris.. PARIS!!!, mas a rotina de trabalhos da faculdade faz com que não esteja entrando tanto na net pra fins de diversão.. hehe)

Fernando disse...

@Leo: Patinar no gelo é MUITO mais dificil do que parece. Aquela porra desliza muito. Medo, muito medo.

Como eu disse nos post posteriores, nevou em praticamente todos os paises da Europa Ocidental. Paguei minha lingua. :) Pode ser que voce tenha sorte (apesar de que bater perna, com frio de neve honey... é FUEDA).

A cerveja na Alemanha é a best ever. Muito melhor que a inglesa, com bilhoes de variedades que mudam de vila para vila na Alemanha. Isso realmente é o melhor do pais. E pao tbm: o pao na Alemanha é incrível.