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sábado, 9 de outubro de 2010

A Europa vista a partir da....

Nessa era de paz mundial, todos os países se amando, "Eu amo o mundo, eu sou um cidadão global!" o discurso oficial (válido em todos os países do mundo, menos na França, onde eles abertamente pensam que o resto do mundo se encontra num patamar inferior ao deles - e os que estão economicamente acima se vestem e comem mal, portanto são irrelevantes) é de paz e amor global, de que as nações se amam, blablabla.

Mas nada como um pouquinho de álcool e criatividade para o nacionalismo emergir realmente e apimentar as coisas, néam? :)

O estúdio londrino de design gráfico Alfagraphic fez um mapa estilizado da União Européia para o jornal alemão Süddeutsche Zeitung em Junho de 2009, em meio a crise energética do continente, negociações tensas sobre o gás com os russos e tudo mais. O mapa original (o primeiro dessa série) ficou tão bom, mas tão bom que o pessoal do escritório resolveu fazer uma série mais extensa, com a visão do continente sob a perspectiva de alguns países europeus. O resultado? Confiram aí abaixo:

A União Européia vista pelos próprios europeus
(Destaque para Mar Báltico = Meh Sea, Golfo de Bótnia = Gulf of Abba)

A Europa vista pelos americanos

A Europa vista pelos britânicos

A Europa vista pelos franceses
(Destaque para: Bélgica = Semi-France, Suíça = Semi-France, Hungria = Sarko's Land)

A Europa vista pelos alemães
(Destaque para: Ilhas Baleares = Balearic Germany + Ajudinha para os não familiarizados com o deutsch: Sparkasse = Caixa de Poupança, Proletariat = Proletariado, Schokolade = Chocolate, Schinitzelreich = Reino do Porco empanado, prato típico austríaco que na Alemanha eles acham que veio de Viena e nós de Milão, Eiffelreich = Reino de Eiffel, Schnaps = Álcool extraído de batata e semelhantes).

A Europa vista pelos italianos
(Destaque para: Croácia = Dalmatia, Bulgária = Babysitters, Romênia = Thieves)

A Itália vista pelos italianos
Acabou? Claro que não! No site da para ver as interessantes "A Europa vista..." pelos russos, búlgaros e poloneses. Aliás, ainda tem duas que acho que vale super a pena mostrar. Quais?

A Europa vista pelos gays
(Destaque para: Barcelona = Dancelona, Paris = Mall, Londres = XXL, Berlin = Pobre mas sexy)

E... a América do Sul vista pelos americanos(!)
P.S.- Se alguém der uma gargalhada nível 5 ao ver isso, diz aí, porque é ou não é hilário?! (Ou realmente eu sou tão nerd assim?) :D

domingo, 30 de maio de 2010

Definindo España em uma imagem

Do álbum de fotos da irmã da minha amiga espanhola de Hamburgo... que atualmente veio fazer intercâmbio no Brasil, no Rio de Janeiro, na minha universidade, no meu Instituto (o mundo é praticamente uma aldeia indígena, néam? Putaquepariu, paçado com a coincidência!).

Sobre a foto: quem já foi a Espanha entende. Quem não foi, vá. Mas leve Engov's. Muchos Engov's.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Curtas de Madrid: Espanhois nao tem sangue nas veias


- Espanhóis nao tem sangue nas veias... esse povo deve ter mesmo algum composto de Red Bull com vodka. Já tinha tido um preview da party addiction deles nas festas do Erasmus (eu, detonado nos clubes de Hamburgo às 4.30h e as espanholas, em saltos altíssimos, berrando "¡Fiesta, fiesta!"). Pero díos, 5.30h de uma quinta-feira e um clube como na foto acima, mega lotado?! Esse povo nao trabalha nao?!

- Espanholas y tacones altos (amo a versao espanhola de sapatos altos!) sao praticamente uma entidade unica. E junta a isso muita, muita sangria (y otras cositas mas - fila para os reservados dos banheiros estava enooorme) e o que eu vi fui uma sequencia de tombos digna de Mundial de Ginástica Olímpica. Mas elas nao perdem o carón: levanta, ajeita o cabelón, toma outro shot de vodka y vamos a bailar. ¡Fiesta! :)

- Y bem, pelo visto, se nostalgia foi o sentimento de Paris... ressaca vai ser o típico sentimento madrileño. Postando com gafas de sol. Mesmo sendo inverno em Madrid (aliás, nevou aqui!), e estando escuro para carajos lá fora. Mierda, mierda, mierda.

- Cheguei no aeroporto de Barajas me cagando de miedo: afinal, especialidade espanhola é paella e deportar brasileiro por qualquer razao. Como esperava, foi super tranquilo: passei por nenhum tipo de controle, afinal, chegava de um voo de Paris. Ufa!

- Primeras impressiones de España (além do meu portuñol mode on total)? Desenvolvimento recente gritando. O sistema de metro de Madrid ainda brilha de tao novo (um alívio depois do sobe-e-desce-liga-o-GPS-para-ver-onde-estou das estacoes de Paris), e o sistema de trens suburbanos completamente subterraneo na maior parte do caminho (que deve ter custado uma fortuna para ser construído - túneis enormes) me deixaram impressionado. Nem na Alemanha eu vi algo parecido com isso. Realmente a Espanha andou lucrando muito com a Uniao Européia.

- Espanhóis? Sentimento engracado: andar por Madrid me provoca um home feeling parecido com que eu tive em Lisboa, mas um pouquinho mais diferente. A forma de se expressar, de falar, de agir lembra muito a nossa, mas os rostos já sao mais diferentes. E a atitude, mais "¡Olé!".

- E nos trens (moderníssimos por sinal, muito melhores que os lixos sobre trilhos chamados RER de Paris), o que eu reencontrei? Vendedores ambulantes, do tipo "Señores pasajeros, perdones por la interrupcion de su viaje..."!!! :) Igualzinho ao Brasil!

- Aliás, por falar em Brasil, momento economista-sério-chato: suplemento do El Pais de hoje é sobre os 100 homens e mulheres iberoamericanos mais importantes do ano. Quem ganhou o posto de o mais entre os mais? Melhor mesmo clicar aqui e ter um pouco de nocao da empolgacao européia com o momento que o nosso país vive (important remark: texto escrito por José Luis Rodriguez Zapatero, presidente do governo espanhol - que cita, inclusive, de forma bem "good loser" o fato de termos ganhado deles na disputa para sediar as olimpíadas de 2016.). Sinceramente, tudo o que eu tenho lido e escutado aqui na Europa sobre o nosso país (falo de matérias e textos sérios, muito além do discurso de gringo embasbacado com Farme de Amoedo e Copa) me fez repensar se nós, brasileiros, nao sofremos mesmo de uma síndrome de auto-flagelacao. Ok, o nosso país tem muito trabalho pela frente. Mas acho que o discurso de "pobre nacao latino-americana", insistindo que "nunca iremos para frente", "que no Brasil tudo é sempre assim mesmo" nao cola mais para a gente nao...

- Alias, por falar em Olimpíadas: Fernando (depois de algumas botellas de sangría y otras cositas más) com o grupo de amigos espanhóis da minha amiga Marta indo pegar um taxi para ir para o clube noturno. Na janelinha do táxi, adesivo "Madrid 2016". O que o very diplomatic Fernando fez? Bateu no vidro com a mao, e em voz alta, no meio da rua, berrou "Madrid 2016?! FAAAAIL. Rio de Janeiro!!!". :D

- P.S.: Saudades de Hamburgo e Estocolmo, hein... Recebendo cada proposta nos meus perfis de criaturas de Madrid e Roma que, meodeus... Preview do que me espera do Rio? Ai...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Na cadeira do CDG com Fernando


O meu voo para Madri sairia as 6.30h do Charles de Gaulle, portanto eu tinha inicialmente pensado que iria passar a noite dormindo em alguma cadeira qualquer do aeroporto, e portanto teria algum tempo para escrever os posts de Paris. Bien, lo que se paso: um frances me chamou para um date "au revoir, Paris" em um lugar, que segundo ele, eu ainda seguramente nao teria conhecido da cidade (um restaurante, tah! Apesar de tudo, eu ainda sou um gay de família: tem que enrolar antes de rolar alguma coisa. Um pouco. Ok, nem tanto assim...). Resultado: "cochilei" por uma hora, me enfiei num onibus Noctilien passando pelos lugares mais cool e in da capital parisiense (maozinha na bolsa sempre, afinal Franca é Europa, mas nao é Alemanha nem Suécia nao, tah) e cheguei aqui no CDG.

No inicio, super bateu uma vontade de sair berrando "...IT´S A BEAAAUTIFUL DAAAAY...". O terminal é realmente lindo, super clean, super stylish, super frances. Sim, super frances: mal sinalizado como a porra, as placas indicando caminhos estranhos (saudades das placas alemas AUSGANG HIER! em amarelo e preto Chernobyl - anti-estético para carajos, mas super funcional) e depois do panico "Fudeu, vou perder o aviao", sair correndo pelos saguoes com a minha mala (berrando, Pardon, Pardon, Pardon e "Can't you fuck get out of my way right now?" para um grupo de japoneses que fingiu nao entender ingles - elegancia alema), finalmente cheguei vivo no check-in da Easyjet, onde tudo deu certo. Alias, mais ou menos, porque eu fui tirar uma foto do meu portao de embarque para Madrid, e um oficial de seguranca frances veio todo "Turn off your camera, now". Mas enfim, estou vivo, agora, sentadinho, esperando o portao abrir para o meu voo para Madri, sem nada para fazer. Nem por um carajo cravejado de diamantes (como diria a saudosa Vani) vou ter neuronios para escrever os posts de Paris agora, entao vai um teaser-enchecion-de-linguiza para os meus queridos leitores. Um apanhado geral de pensamentos mesmo, sem muita ordem definida.

Ce que je pense de France: Paris é linda, magnífica, incrível, belíssima. A cidade mais linda que eu já tive o prazer de ver na vida. Mas, volto nessa cidade somente: 1) em um tempo mais razoavel (o frio úmido de Paris realmente me pegou de surpresa - enquanto em Hamburgo suportava 5ºC feliz e contente, em Paris realmente senti muito frio, como nao senti quando cheguei na Alemanha, no alto inverno de Fevereiro. E nao adianta - animacao, disposicao e coragem para bater perna num frio desses é bem complicado de achar) e 2) com alguma companhia do lado (amigo, namorado, scort boy do lado - qualquer pessoa. Ver tanta beleza e ter que apreciar aquilo tudo calado e guardar para si as impressoes realmente nao é para mim. Nostalgia e momento "Poooorque?!" batem com toda a forca).

Paris or London: Amei Paris, achei uma cidade linda, fantástica (trocentos outros adjetivos bonzinhos). Mas enquanto Paris é uma metrópole francesa, Londres me pareceu realmente uma metrópole mundial. O mundo mora em Paris, fica claro pelos rostos e idiomas falados na cidade... mas em Londres a identidade é menos local e mais global. Acho que isso contribuiu para um sentimento de "Uff, estou em casa" do que eu tive em Paris.

Franceses e a famosa simpatia parisiense: Todos foram absolutamente simpáticos comigo, e sai de lá sem nenhuma história de mal tratamento para contar. Porque? Talvez porque eu falo um frances ruim mas existente, fiz questao de utiliza-lo todas as vezes, e sempre utilizei a abordagem que uso na Alemanha - muito, muito, muito educada. Do metro a restaurantes, passando por lojas, bares e tudo mais, todos foram muito simpáticos, e respondiam em frances quando eu chegava perguntando algo em frances. Simpáticos, seguramente.


E os franceses... (momento Uomini)Entao... digamos que experiencia com franceses foi algo que eu já tive (e muito) já no Rio de Janeiro, portanto nao foi nenhuma grande surpresa o que eu encontrei por aqui nao. :D Bonitos, charmosos, um tanto quanto pretensiosos, mas simpáticos. E com pegada (thanks god! Tinha esquecido o que era isso!). E bem liberais: como um amigo ingles meu diz, sexo com alemaes e franceses sempre é muuuuito mais do que papai e mamae. :D Interessante. Muito interessante. (Suspiros).


O meu CV? Muito bem, obrigado. :) Curiosos os senhores leitores, hein?! Enfim, estou num momento bonzinho (= sono demais), portanto dessa vez vai: tres dates bem interessantes. Primeiro, o frances sobre o qual eu tinha falado aqui no blog, bonito, interessante, legal, me levou para um passeio em Montmatre, tirou foto minha em frente a Sacre Coeur e me levou. Adicionado no Facebook. Next: alemao, de Hamburgo (criatividade total, hein!) que eu conheci em um club, e com o qual eu percebi que aprendi o caminho das pedras com os deutsches: nao dar muito mole, ser muito simpático, jogar MUITO charme e NADA de ir tocando (eles odeiam isso). Por adicionar no Facebook. Next: o último date em terras francesas, farmaceutico que trabalha em uma farmacia propria no 16eme (achei tao fofinho imagina-lo atendendo senhoras francesas paranoico-depressivas numa daquelas farmacias classicas europeias), me levou para um restaurante perto do Canal Saint Martin, jantamos um excelente Boeuf Tartare (amo, amo, amo esse prato. Meu preferido, seguramente), fomos na casa dele ver o horário dos onibus noturnos para o CDG, esperamos o horario do onibus chegar, (...), me levou atè a porta do onibus na Gare de l'Est e falou que era uma pena ter me conhecido somente no último dia da minha estadia em Paris. E balanco bom: também fiquei com pena. Acho que finalmente voltei ter alguns sentimentos nesse tipo de date, coisa que eu nao sentia há algum tempo. Enfim, assunto para outro post.

Agora: Madrid. Na casa de uma amiga do Erasmus em Madrid, em um bairro que deve ser o equivalente do Recreio dos Bandeirantes daqui (paulistanos - google maps it). Mas feliz por ter amigos para conversar, assuntos em comum para colocar em dia, e home feeling latino que definitivamente nao existe fora de Espanha, Portugal, Itália e América Latina. E nevou aqui. Ou seja, to fudido: praga do tempo ruim na viagem do Fernando continua. Mas enfim, coloco um cachecol a mais e vou para luta. ¡A la fiesta, Madrid!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Capitalist Guilty Pleasures: Guias de Viagem

Acabai de gastar uma grana boa com guias de viagem, e claro, bateu aquela culpa financeira. Afinal, guia de viagem é aquela coisa - se voce nao compra, voce fica perdido que nem um alce on pills na cidade, nao sabe o que ve, e ao final da viagem fica com aquela sensacao que nao viu nada (= yo em Berlim); se voce compra, pensa "Eu poderia ter planejado tudo isso no Wikitravel" e economizado uma boa grana. Afinal, eu sou estudante do terceiro mundo business class, mamae contribui desde que eu cheguei aqui com 0,00€ e euro é caro - e a H&M acaba sempre levando os poucos que eu ainda tenho.

Bem, quais os guias que eu comprei? Porque?

Paris Encounter, Lonely Planet

Por que Paris?
Porque essa cidade representa os meus maiores cliches, aspiracoes e desejos com relacao ao continente europeu. Porque eu estudei frances no Pedro II (adoraaaava as aulas de frances: enquanto os alunos previsíveis que escolheram espanhol e ingles ficavam nas aulas chatérrimas de gramática, a gente ficava numa sala separada vendo muito filme frances, muita música francesa - ahhhhh, Charles Aznavour... - e muita revista de moda francesa. Resultado? Turma de 14 pessoas, 7 garotos. Chuta quantos desses passaram para o lado de cá do arco-íris mágico do Pequeno Ponei? 6.). E porque Paris é Paris, e Paris vale a pena conhecer muito a fundo (O, e como... rs).

Por que "Encounter - Lonely Planet"?
Porque esse guia vai realmente a fundo na cidade, com atracoes separadas por bairros e interesses, e ainda conta com um muito útil mapa destacável. Porque os itinerários sugeridos sao maravilhosos, e economizam neuronios naquele momento-crise "O que eu deveria visitar agora?". E porque as dicas dadas pelo guia sao realmente incríveis (quando eu saberia que existe em Paris um servico chamado Paris Greeter, onde guias parasienses caminham com um grupo de 6 pessoas por um bairro ou regiao especifica que essa pessoa conhece a fundo, de graca?!).

Quanto?

Europe Eyewitness Travel Guide, DK
Por que Europa?
Porque eu ainda tenho Frankfurt, Madrid, Roma, Pisa, Florenca, Viena, Praga, Budapeste, Cracóvia, Breslau e Zurique (ufa!) para visitar antes de voltar ao Brasil, e se eu for comprar um guia específico para cada uma dessas cidades eu terei que repensar a minha carreira profissional (=Brazilian job in Europe).

Por que "Eyewitness Travel Guide"?
Porque eu nao tenho grana para comprar um guia Encounters para cada uma dessas cidades (solucao: ir a livraria, papel e caneta na mao e escrever cada um dos itinerários que eles sugerem) e ao mesmo tempo nao quero ficar sem guia para essas cidades. Sim, eu conheco o Europe on a Shoestring da Lonely Planet, mas acho qualquer guia regional da Lonely Planet muito, muito ruim (textos demais, detalhes demais, informacoes boas de menos e eu nao quero saber agora o que se tem para fazer na Bielorússia e Macedonia). E porque eu acho que o Eyewitness Travel Guide vai ficar lindo na minha prateleira quando eu voltar ao Brasil (e quando eu nao tiver dinheiro para ir nem a Petropolis no final de semana poderei abri-lo e ver de novo todos os lugares que eu já conheci).

Quanto?
€18.90, Amazon.de

domingo, 22 de novembro de 2009

Locomia?

Definitvamente, o melhor de conviver com gente do mundo todo é poder ter acesso a coisas extremamente malucas e especificas de um país. Afinal, se eu nao conhecesse o espanhol estudante-de-filosofia-com-a-bunda-peluda, quando eu iria conhecer essa MARAVILHA chamada Locomia?

Sin palabras. Tem que assistir para entender. Completamente trendsetters. :D






Questionamento: Porque toda música em espanhol sempre tem "caliente", "besame" e/ou um "baila" com vozinha sussurando?